segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Diário de bordo

SÁBADO. Descanso. Chuva. Festa. Abraços, abracinhos e abrações. DOMINGO. Mutirão e anarquia. Rango coletivo de casa cheia. Logo vazia. SEGUNDA-NADA. Catando caracóis na horta e lesmas no banheiro. Reunião aleatória. O coletivo sabe ser muito mais eficiente do que a própria polícia em termos de desmoralização. TERÇA-CAMA. Pregadona. Martelo batendo na cabeça. E a gente sem ferramentas na ocupa. Levantei ao som dos tambores: cinco da tarde. Crianças curtindo a oficina. Voltei a sonhar. QUARTA-VIDA. É dia de feira. Sete horas orgânicas, tocando, conversando, rindo, revendo, recebendo, renascendo. QUINTA-CAÑA. Sutil tarefa de provar a cachaça às 11hrs da manhã. E ainda trocando ideias. Boca de Rua: nova edição. Agora sim. Posso dizer que não lembro ter sido recebida com tanta alegria e amor em nenhuma grupo na minha vida. De volta pra ocupa: reuniões, fogueira, caipora, violão (na desordem). SEXTA-CHUVA. Esticando lonas a manhã toda. Encontros e desencontros. A cabeça estourando com tantas informações do tipo que não-se-pode-falar-para-ninguém (assim pelo menos me avisaram aqueles que me contaram). Bateu a saudade. SÁBADO. Cedinho no trampo. Dessa vez, eu vi o cara colocar a nota de 50 no chapéu. Não acreditei mas eu vi. Fim da tarde com a criançada brincando no galpão. Arrasadora, em todos os sentidos. DOMINGO. Passou da meia-noite e aqui tô eu. De plantão numa ocupação de 2000m². Até que estaria tudo bem se não fosse o mal contato dessa luz piscando em cima da minha cabeça. E a carteira de cigarro quase acabando. Pois é... Olha só o tamanho das dúvidas... 
....
Mas que porrada de semana foi essa?!

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